quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tô distante..


Agora até Harvard tem educação a distância.

O departamento de engenharia da USP já está craque nisso e estipula-se que mais de 60% dos alunos de pós graduação o façam à distância.
Segundo os alunos que não saem de casa para estudar, é preciso enorme força de vontade para terminar o curso. São de duas a três horas por aula, duas ou três vezes por semana, que os cursos são ministrados online, com alunos de todas as partes do mundo e o professor, que os vê e é por eles é visto, transmitindo aulas em tempo real.
A tecnologia sem dúvida pode ajudar muito na construção de uma pessoa (não vou entrar no mérito lixos online que poluem mentes), com a facilidade do acesso à informação e a velocidade com que chega essa informação, as milhões de coisas e assuntos espalhados pela rede, é realmente fantástica a tecnologia (ou deve ser para os mais velhos), mas está nos tirando completamente o contato com seres humanos.
Antes era a secretária eletrônica, você nao precisava mais falar com a pessoa, depois veio o e-mail e todo esse tsunami de maneiras de se relacionar sem se relacionar.
Ontem passei na casa de uns conhecidos e vi uma cena que parece de uma família pacata e acomodada nas relações, porém era de uma família completamente normal. Se seguiu o seguinte:
Enquanto uma televisão de plasma de quase dois metros gritava e mostrava imagens esdrúxulas e coloridas, um senhor bem cuidado e elegante, sentado em sua Chaise-long, tinha seu micro computador, que brilhava escandalosamente uma luz verde, ao seu colo, provavelmente vendo coisas muito parecidas com o que se passava na TV.
Ao seu lado, numa poltrona anatômica toda especial, sua linda, magra e botocada (isso também é tecnologia) esposa tentava mudar a campainha de seu novo aparelho de celular (atividade que demandou uns belos trinta minutos) e, mais à direita, ainda sentada na mesa de jantar, uma moça cutucava a comida enquanto ensaiava não direcionar olhares para a Bravia gigante, que a todo tempo tentava tirar sua atenção do livro ao seu lado. E a todo o tempo, apenas por estar no mesmo ambiente, essa família achava que estava se comunicando, mas estavam cada um em um mundo completamente diferentes.
A tecnologia ajuda em tudo, liga as pessoas do planeta, nos permite contato com amigos distantes e agora dá até para fazer uma das mais conceituadas faculdades do mundo sem sair do conforto do lar, mas o ser humano é tão estúpido que deixou tecnologia os dominar, algo em que nós, que a criamos, deveríamos ser ativos, e não passivos e dependentes.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A moça (e o moço)

Era uma moça
muito engraçada
não tinha bunda
e dizia nada
ninguém podia
tocar no peito
já que é sinal
de nenhum respeito.
Ninguém podia
entrar nela não!
Já que a moça,
não tinha tesão.
Mas era feia e
com muito esmero,
tentei comer,
foi zero a zero.